3.18.2008

Terça-feira, 18 de março

Seria mais um final de semana qualquer não fosse a simbologia que todo o chocolate traz. Não é mais, nem menos. Quem faz mais um feriadinho é o consumismo, ele também faz outra coisa: deprime pessoas. Decidida e posta em prática minhas promessas estão longe de não serem cumpridas. Pressinto que minha vontade de ir pra casa é quase nula, ufa. Talvez seja mais fácil evitar, ao sentir de novo a presença nem sempre bem-vinda daquele cheiro. As voltas são sempre tão doloridas, não mais que as mudanças que faço. Ainda não entendo a necessidade dela, sempre preciso mudar alguma coisa, sendo assim, mais uma vez tô saindo de casa. Descolando das paredes meus cartões amados, guardando em caixas as vestimentas velhas e desbotadas, jogando fora quinquilharias que unicamente servem pra trazer lembraças.
Seria uma sexta qualquer, um sábado ou um domingo corriqueiro. Mas não, o que é fato e dito não se pode negar. A minha presença não diferencia absolutamente nada, pra qualquer um em qualquer lugar. Talvez ninguém sinta, não que seja ruim, e se sente nunca diz.
Olha só, logo eu, uma otimista sendo realista. Soa quase como uma impossibilidade. E é. Nessas mudanças todas, nos lugares que eu deixo e nas pessoas que estacionam, sempre fica um pouco da minha inocência e a cada mala que faço levo comigo um amargo pedaço de certeza, de realidade. Tem dias que a minha solitude basta, sentada na calçada ouvindo risadas em pleno palco armado pela minha gloriosa vida. E num dia como hoje que sinto vontade sim de encaixotar tudo, a hora de guardar a verdade fica difícil, é pouco suportável saber que o único lugar que eu gostaria de estar não é aqui.

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