4.17.2008

O Frio

Curitiba sempre assim. Uma coisa fria e chuvosa, de dias nebulosos e nublados.
Uma vida sempre assim. De carícias frias, palavras duras e saudades desnecessárias.
Um desnecessário de fato, mas uma falta de calor que não se explica. Devem ser os calafrios árduos que só se sente na percepção da santa ignorância de querer ver alguém. Talvez seja a paz que eu encontrei e que me fugiu. Foi na quadra de cima, ainda que na mesma rua, na mesma cidade, na mesma frieza, no mesmo frio, na chuva que molha as ondas suaves e louras, foi na floresta do sonho, na trilha sonora do dia, na coisa toda de você que eu encontrei. E que perdi.
Leia-se perda com muita angústia, porque não vou te querer inteiramente, paz.
Dar preferência à lembrança é algo bem meu. Dela eu gosto, da certeza, de nunca mais te ter, não.
E eu passaria todas as minhas tardes assim.

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