Dizem que a esperança é a última que morre. Talvez a dúvida sobre isso faça com que ela seja mais fraca. Eu sempre achei que tudo podia piorar, não só pelo Murphy, mas porque meu pão insistia em cair com a manteiga para baixo. Sempre me achei bem sortuda e sempre fui, mas sempre fui acompanhada de desastres emocionais. As coisas não-materiais sempre se quebravam junto com meus pensamentos. Eu sempre chorei, sempre fui triste mesmo com as risadas e piadas constantes. Eu não sei como consegui todos os anos, eu não sei como é que eu fui por todos os anos. As relevâncias mudaram, as perspectivas, as pessoas e a minha chave engolida por não entendimentos de toda a mudança. Eu sempre tive tudo que precisei e nunca quis mais do que eu poderia ter. É um defeito não querer mais e mais, a ambição move muita gente... mas é que eu sempre soube o momento de parar de querer. Agora é um deles. Nada me move, nem motiva, nem cativa. Prefiro meu interior, meus pensamentos, minha visão. Eu quero paz novamente, coisa que guardei na gaveta há quatro meses e espero poder resgatar com toda a força que me sobrou. Quero ser eu mesma mais uma vez, sem ninguém e nada me dizer quando e onde.
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