que a gente não deve contar pra ninguém. Tipo sobre essas filosofias sobre a linguagem ou aquele amigo que você acha um lindo. Porque assim, pra mim essa primeira frase deveria ser: que a gente não deve contar a alguém. Mas a gente fala "pra ninguém". É uma viagem minha, isso. E acho que sobre o amigo lindo também é. Quando você acha que é viagem é melhor contar só pra você mesmo e conviver com aquilo lá dentro, sabe? E se te incomodar é porque não é viagem, é estação. Dessas que você deve parar pra fazer xixi. Sério, quando o trem para você tem que ir ao banheiro, ou seja, ir até o amigo e dizer que ele é lindo. Bem, isso eu não vou fazer tão cedo. Não me entenda mal, só tô dizendo que é lindo. Lindo é mais que bonito, gostoso, gosto de você. É tipo, você é um docinhodecoco que eu quero aqui em casa. Mas né? Coisa mais brega. Esse negócio de ter em casa não é muito certo, acaba acabando com as coisas. E sim gosto dessas coisas erradas da linguagem que exprimem certinho o errado. É que né, as pessoas se prendem demais a língua e acabam acabando com as coisas legais de se ler. Certa vez na faculdade de Letras, sim estudei dois meses o curso de letras, um professor disse: "na língua nada está errado, porque a língua se transforma." Eu gostei disso que ele falou. Deve ser por isso que nunca esqueci. E sabe, meu amigo é assim. Tem uma marra que me incomoda (eu sou chata) e outra coisa que eu gosto. Eu gosto de conversar com ele, ele acreditaria nessa história da língua. Porque ele entenderia minhas filosofias sobre a linguagem. Ele é um lindo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário