na hora errada. Me senti mais errada ainda, o procurei e não encontrei. Ele sumiu em silêncio. Apagou os passos por onde passou. Percebi aí, o tamanho do que estava dentro de mim. E eu fui me sentindo cada vez pior, cada vez menor. Sentindo os tremulos músculos comprimindo todos os meus medos. Meu corpo numa disritmia exagerada de batimentos fortes no peito. Pensamentos desgovernados e desfigurados num buraco sem fundo. Respirando o ar rarefeito numa queda livre, num vazio profundo sem ele. Os segundos que foram todos esses dias me levaram para o olho do furacão, que sem me avisar, passou com um turbilhão de sonhos e devastou toda minha razão. Sussurou como vento nos meus cabelos pra depois varrer das 25 primaveras o que restou de mim. Me deixou. E com o resto de mim morrendo de amor prometo que em breve desmorro.
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