1.22.2012

O dia canta lá fora. Os pássaros, o sol e o silêncio estão em perfeita harmonia. O som ecoa no meu peito, num vazio doentio de um amor mal vivido. Um amor expulso pela ditadura do destino, separado pelo largo espaço entre os dois corpos que um dia se encontraram. O cérebro manda o estômago me castigar, me doer, me enjoar. E agora o meu corpo chora, por dentro, rasgando, expelindo tudo.
Eu sinceramente não entendo como é possível amar alguém assim. Todo dia um pedacinho do meu corpo implode.
você sabe a dor que sente quando está sozinho e se abraça deitado na cama.
você sabe qual é o gosto da infelicidade quando sente seu estômago querer sair pela boca.
você sabe quando é de verdade enquanto escreve na tentativa desesperada de cessar as lágrimas.
você sabe que é sensível quando desaba sozinho.
você sabe e eu sei como a vida pode ser injusta e te machucar no momento mais feliz da sua vida.
Você sabe que o amor dói, você sabe que as únicas pessoas que te amam de verdade são as que te conhecem antes mesmo de você nascer.
você sabe que a dor passa e o amor demora.
e que você precisa se perdoar e seguir adiante.
curar o que tem dentro de você é o primeiro passo, deixar que o tempo te mostre o caminho é o segundo.


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