5.30.2014
Prestes a
Esse ano foi diferente. Talvez seja decorrência do ano anterior. Um terremoto lá. Hoje em terra firme continuo mexida. Sensível. Passou mais um ano, acho que o tal inferno astral. Não entendo bem esses alinhamentos de astros, mas parece ser verdade. Meio do ano sempre tem reboliço. Desde o início da faculdade, passando por empregos e desempregos, desistências da vida e recomeços de ciclos dela. Alguma coisa sempre acaba ou começa. Nunca um meio. É tipo um vulcão um terremoto ou alguma coisa de tirar o chão a cama, de tirar o céu e a nuvem. Não sei se são os anos passando, mas os dias me parecem mais intensos. Bem como os amores. Entretanto, a dor é mais rápida de passar. No coração já não tem espaço para novos conflitos, que se resolvam já pra dar lugar às coisas boas. Muitas viagens interiores. Reflexões por todos os cantos, sintonias e vibrações. Todos os dias. Essa sintonia faz conexão com a verdade. Quanta gente, quanto amor. Quanto amor, quanta estrada. Fazia tempo que não sentia tanta saudade. Se não for a idade adulta cheia de responsabilidades inúteis preenchendo o dia, pode ser que eu tenha esquecido porque o tempo faz isso. Relações amnésia-espaço-tempo são estreitas. Eu não sei explicar, só sei que se relacionam. Hoje você está, amanhã está sozinho. Quando eu escrevo é tão íntimo que a próxima Lorena a vir não saberá entender. E se conseguir, haha, fica feliz e gosta. Quem lerá isso? Será que alguém lerá um dia? Somos poeira de estrela, somos galácticos. Li esses dias sobre sermos pó estrela, mas quanta bobagem. Quem ainda não sabe que somos do espaço e o universo somos nós? Quando falam que animais não sentem, não raciocinam, ou seja, são irracionais fico triste. Como é que alguma coisa viva biologicamente, em adaptação, não sente?
09/08/2013
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