Esquentaram nosso verão, tremeram a terra enquanto dormíamos. Instaurou-se o medo. Em cada pacote uma bomba. Mas o que se sente mesmo não é o completar idades em calendários gregorianos, dói os vômitos da motosserra no quintal. Caiu bem mais que prédio em 11 de setembro, derrubaram Allende e as árvores do nosso jardim. Dói de verdade as insensibilidades dos seres e as irresponsabilidades que concretam os arredores. A cuca funde enquanto o novo ciclo regurgita. Assim vermelho fica.
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