5.01.2008

"Nunca esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra"

Meu corpo foi, mas eu fiquei naquele azul dos olhos teus.
A distância acho uma besteira e faço que não me importo com as palavras vindas do outro lado da linha. A impotência é triste, porque é algo incontrolável... que descontrola a vontade. Você quer abraçar e rodar, mas não sabe... não consegue. Aquele azul a me fitar, aquele silêncio todo me incomodou tanto que a vontade era de não ser eu, não ser alguém ali! Eu poderia ser alguém em qualquer lugar, menos ali. Meu olhar mesmo que diferente desses que não se vê por aí, se perdeu. Fugiu o brilho ao sair. Era mais uma noite quente com milhares ao redor, milhares que diferença alguma me fez. A tua procura não se deu ao luxo de me encontrar. E agora fico aqui a pensar e achar tudo isso uma utopia desgraçada. E você me diz muito, até agora. Mas vai ser difícil, não sei em qual estrada você vai estar. Não sei contar até 225, é muito arrependimento será? Caminhante, eu sou só mais uma Maria. Uma bonita que te acha mais e te olha diferente, não te deixa entrar. Não deixa nenhum mundo entrar e não entra nele também. Eu não estou aqui, nem ali... mas não precisamos saber disso, não vamos sair. Vamos ficar e encontrar o amor esta noite, sem falar, sem pagar, a sonhar...

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