Deve ser bom me fazer de besta. E daí desfaz tudo que foi dito. Mas não há convenção, cara. E eu me irrito, bicho. E continuo achando que ninguém gosta de mim. E ninguém gosta mesmo. Não vou ficar no achismo, não! E não faz mais diferença também... já que eu gosto de todo mundo mesmo... então não gostem de mim e nem digam que gostam ou não gostam. Todo mundo estraga tudo com palavras ou até mesmo com a falta delas. Quem desdenha quer comprar. Mas eu nunca, nunca faço de propósito. Eu gosto de todo mundo e digo que gosto. Eu te amo, hippie. Eu te amo, caminhante noturno. Eu te amo, indiferença. Eu te amo, Arnaldo. Eu te amo e amo tuas notas, teus teclados, teus dedinhos rápidos. Eu te amo cheiro de cabelo limpo, cheiro de não tomo banho, azul dos teus olhos. E eu só odeio a distância que me deu chifres, desencontros e amores malditos. E eu vou fundo, bem bem fundo. E não ligo, ninguém gostou de mim como gostei de ninguém mesmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário