5.18.2008

Parece que tudo

assim num piscar de olhos desaba.

Eu tinha um grande segredo que compartilhava com os meus íntimos. Um deles me abraçava quando meus olhos não suportavam mais tanta mentira. Agora que eu fugi tudo foi esclarecido, mas a idéia de não ter mais a mesma casa em que nasci é dolorosa... não mais que saber que aqueles dois moram num hotel, separados. Eu preciso daquele abraço, você lembra? Porque meus olhos já não aguentam mais e me bateu uma tristeza que há tempos não lembrava. Aquela de estar sozinha, longe de casa e daqueles cheios de abraços. Como é que faz teletransporte? Preciso ser a menininha do meu pai, aquela que deitava pra assistir jornal na barriga dele. Lacuna, apague todas minhas lembranças ruins. Eu não quero ir pra casa, mas já não faz mais sentido ter fugido tanto. Sim, mudança cheira fuga pra mim. E só dói de verdade quando alguém que você ama verdadeiramente parece não ter mais sentido pra viver. Estou em pedaços. E a cada dia parece que uma Lorena diferente fica pra trás. E nada adianta o desgosto amargo da cerveja num sábado à noite pra tentar esquecer...

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