9.09.2012

Luci

ah, com você menina, a vida era como um jazz enérgico, onde as pessoas
- frenéticas - dançavam como carne moída frita em frigideira quente. 
Com você todo dia era dia de vento, dia de pôr-de-sol. 
Todo dia eu me cuidava, prestava atenção em você e em mim. 
Eu me fazia bem com você. Eu estava presente. 
Te amei, te amo, não sei... pra mim essas coisas são eternas, só que às vezes elas perdem o prazo. 
Quando era mais nova acreditava que amor era pra sempre e é. Entretanto, deve-se ir além. eles, nunca serão únicos, - que sim - durante a vida vão te passar muitos amores. e deles muita coisa fica. E o que fica é eterno. Tem amor que vem te apresentar uma forma de ver a vida, outro de como ouví-la e tem os que te silenciam. Esses são os que te levam mais longe do corpo. Daqueles que você vai sempre lembrar numa bola de sorvete, cada comida uma fase da vida. Estou atualmente comendo chocolate importado.
Posso afirmar que 25% do meu salário se esvai na compra dessas bolachinhas com creminhos, chocolate da
Tailândia, Costa Rica ou o de sempre, suíço. 
A ressaca eu troquei por larica. Então imagina o preço de te deixar aí?
Toda transformação é dolorida, mas também não quer dizer que vou ficar pra sempre nessa de ter medo do futuro. Ele nem existe. Sinto muito, mas preciso ir.
Detesto despedidas, mas você fica. Te vejo em breve nas minhas fotografias.

Ya no te quiero.
Adiós.

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