5.14.2014

Hoje

Passo dias sem conseguir fazer absolutamente nada que não seja observar. E vejo tudo com passividade, a não ser as miudezas que compartilho com alguém. Sentada no banheiro lendo Caio F. ou outras coisas e pensando o que diriam Clarice, Helena, Fernando, Paulo, Caio desse entre e sai da gente, do mundo de fora e de dentro de hoje. Fico imaginando letras cheias de poesias de poemas de haikais modernos verdadeiros observatórios de vida de conflitos do agora e de nenhuma vírgula. Que diriam aqueles que sobrevivem nas palavras que deixaram, sobre as guerras entre nós mesmos e os sistemas que - de tão humanos criamos e - erramos. Já disseram, já disseram daqueles resquícios humanos e que sobraram de nós, quais formatos expressivos nos toca que tipo de coisa nos regra nos desfaz e nos reconstrói que senão aquilo que vivemos no agora. Pode ser século passado ou o que vem, o que importa é o que se tem, o que sobrou de nós do mundo do amor da natureza e do que vem da observação de se estar presente. Que silêncios e solidões nos traga pra dentro e nos leve pra fora com todo o amor que está no interior. Porque é de se olhar pro céu e imaginar quantas combustões já não existem mais e continuam a brilhar pra nós aqui à paisana na terra, de passagem na vida e ver que todas as tristezas valem a pena nem que seja para observarmos as transformações que nos trazem com a ida para fora delas.

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